quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Behaviorismo e Gestalt para as perguntas de Psicologia


Behaviorismo


O ESTUDO DO COMPORTAMENTO
O termo Behaviorismo foi inaugurado pelo americano John B.
Watson, em artigo publicado em 1913, que apresentava o título
“Psicologia: como os behavioristas a vêem”. O termo inglês behavior
significa “comportamento”; por isso, para denominar essa tendência
teórica, usamos Behaviorismo — e, também, Comportamentalismo,
Teoria Comportamental, Análise Experimental do Comportamento,
Análise do Comportamento.
Watson, postulando o comportamento como objeto da Psicologia,
dava a esta ciência a consistência que os psicólogos da época vinham
buscando — um objeto observável, mensurável, cujos experimentos
poderiam ser reproduzidos em diferentes condições e sujeitos. Essas
características foram importantes para que a Psicologia alcançasse o
status de ciência, rompendo definitivamente com a sua tradição filosófica.
Watson também defendia uma perspectiva funcionalista para a
Psicologia, isto é, o comportamento deveria ser estudado como função
de certas variáveis do meio. Certos estímulos levam o organismo a dar
determinadas respostas e isso ocorre porque os organismos se ajustam
aos seus ambientes por meio de equipamentos hereditários e pela
formação de hábitos. Watson buscava a construção de uma Psicologia
sem alma e sem mente, livre de conceitos mentalistas e de métodos
subjetivos, e que tivesse a capacidade de prever e controlar.
Apesar de colocar o “comportamento” como objeto da Psicologia, o
Behaviorismo foi, desde Watson, modificando o sentido desse termo.
Hoje, não se entende comportamento como uma [pg. 45] ação isolada
de um sujeito, mas, sim, como uma interação entre aquilo que o sujeito
faz e o ambiente onde o seu “fazer” acontece. Portanto, o Behaviorismo
dedica-se ao estudo das interações entre o indivíduo e o ambiente, entre
as ações do indivíduo (suas respostas) e o ambiente (as estimulações).
Os psicólogos desta abordagem chegaram aos termos “resposta” e
“estímulo” para se referirem àquilo que o organismo faz e às variáveis
ambientais que interagem com o sujeito. Para explicar a adoção desses
termos, duas razões podem ser apontadas: uma metodológica e outra
histórica.
A razão metodológica deve-se ao fato de que os analistas
experimentais do comportamento tomaram, como modo preferencial de
investigação, um método experimental e analítico.
Com isso, os experimentadores sentiram a necessidade de dividir
o objeto para efeito de investigação, chegando a unidades de análise.
A razão histórica refere-se aos termos escolhidos e
popularizados, que foram mantidos posteriormente por outros estudiosos
do comportamento, devido ao seu uso generalizado.
Comportamento, entendido como interação indivíduo-ambiente, é a
unidade básica de descrição e o ponto de partida para uma ciência do
comportamento. O homem começa a ser estudado a partir de sua
interação com o ambiente, sendo tomado como produto e produtor
dessas interações.
A ANÁLISE
EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO


O mais importante dos behavioristas que sucedem Watson é B. F.
Skinner (1904-1990).
O Behaviorismo de Skinner tem influenciado muitos psicólogos
americanos e de vários países onde a Psicologia americana tem grande
penetração, como o Brasil. Esta linha de estudo ficou conhecida por
Behaviorismo radical, termo cunhado pelo próprio Skinner, em 1945,
para designar uma filosofia da Ciência do Comportamento (que ele se
propôs defender) por meio da análise experimental do comportamento.
A base da corrente skinneriana está na formulação do
comportamento operante. Para desenvolver este conceito,
retrocederemos um pouco na história do Behaviorismo, introduzindo as
noções de comportamento reflexo ou respondente, para então
chegarmos ao comportamento operante. Vamos lá. [pg. 46]

O COMPORTAMENTO RESPONDENTE

O comportamento reflexo ou
respondente é o que usualmente chamamos
de “não-voluntário” e inclui as respostas que
são eliciadas (“produzidas”) por estímulos
antecedentes do ambiente. Como exemplo,
podemos citar a contração das pupilas quando uma luz forte incide sobre
os olhos, a salivação provocada por uma gota de limão colocada na
ponta da língua, o arrepio da pele quando um ar frio nos atinge, as
famosas “lágrimas de cebola” etc.
Esses comportamentos reflexos ou respondentes são interações
estímulo-resposta (ambiente-sujeito) incondicionadas, nas quais certos
eventos ambientais confiavelmente eliciam certas respostas do
organismo que independem de “aprendizagem”. Mas interações desse
tipo também podem ser provocadas por estímulos que, originalmente,
não eliciavam respostas em determinado organismo. Quando tais
estímulos são temporalmente pareados com estímulos eliciadores
podem, em certas condições, eliciar respostas semelhantes às destes. A
essas novas interações chamamos também de reflexos, que agora são
condicionados devido a uma história de pareamento, o qual levou o
organismo a responder a estímulos que antes não respondia. Para deixar
isso mais claro, vamos a um exemplo: suponha que, numa sala
aquecida, sua mão direita seja mergulhada numa vasilha de água
gelada. A temperatura da mão cairá rapidamente devido ao encolhimento
ou constrição dos vasos sangüíneos, caracterizando o comportamento
como respondente. Esse comportamento será acompanhado de uma
modificação semelhante, e mais facilmente mensurável, na mão
esquerda, onde a constrição vascular também será induzida. Suponha,
agora, que a sua mão direita seja mergulhada na água gelada um certo
número de vezes, em intervalos de três ou quatro minutos, e que você
ouça uma campainha pouco antes de cada imersão. Lá pelo vigésimo
pareamento do som da campainha com a água fria, a mudança de
temperatura nas mãos poderá ser eliciada apenas pelo som, isto é, sem
necessidade de imergir uma das mãos2.
Neste exemplo de condicionamento respondente, a queda da
temperatura da mão, eliciada pela água fria, é uma resposta
incondicionada, enquanto a queda da temperatura, eliciada pelo som, é
uma resposta condicionada (aprendida): a água é um estímulo
incondicionado, e o som, um estímulo condicionado. [pg. 47]
No início dos anos 30, na Universidade de Harvard (Estados
Unidos), Skinner começou o estudo do comportamento justamente pelo
comportamento respondente, que se tornara a unidade básica de
análise, ou seja, o fundamento para a descrição das interações indivíduoambiente.
O desenvolvimento de seu trabalho levou-o a teorizar sobre
um outro tipo de relação do indivíduo com seu ambiente, a qual viria a
ser nova unidade de análise de sua ciência: o comportamento
2 F. S. Keller. Aprendizagem: teoria do reforço, p. 12-3.
operante. Esse tipo de comportamento caracteriza a maioria de nossas
interações com o ambiente.

O COMPORTAMENTO OPERANTE

O comportamento operante abrange um leque amplo da atividade
humana — dos comportamentos do bebê de balbuciar, de agarrar
objetos e de olhar os enfeites do berço aos mais sofisticados,
apresentados pelo adulto. Como nos diz Keller, o comportamento
operante
“inclui todos os movimentos de um organismo dos quais se possa dizer que, em
algum momento, têm efeito sobre ou fazem algo ao mundo em redor. O comportamento
operante opera sobre o mundo, por assim dizer, quer direta, quer indiretamente”3.
A leitura que você está fazendo
deste livro é um exemplo de
comportamento operante, assim como
escrever uma carta, chamar o táxi com
um gesto de mão, tocar um instrumento
etc.
Para exemplificarmos melhor os
conceitos apresentados até aqui, vamos
relembrar um conhecido experimento
feito com ratos de laboratório. Vale
informar que animais como ratos,
pombos e macacos — para citar alguns
— foram utilizados pelos analistas
experimentais do comportamento (inclusive Skinner) para verificar como
as variações no ambiente interferiam nos comportamentos. Tais
experimentos permitiram-lhes fazer afirmações sobre o que chamaram
de leis comportamentais.
Um ratinho, ao sentir sede em seu habitat, certamente manifesta
algum comportamento que lhe permita satisfazer a sua necessidade
orgânica. Esse comportamento foi aprendido por ele e se mantém pelo
efeito proporcionado: saciar a sede. Assim, se deixarmos [pg. 48] um
ratinho privado de água durante 24 horas, ele certamente apresentará o
comportamento de beber água no momento em que tiver sede. Sabendo
disso, os pesquisadores da época decidiram simular esta situação em
laboratório sob condições especiais de controle, o que os levou à
formulação de uma lei comportamental.
Um ratinho foi
colocado na “caixa de
Skinner” — um recipiente
fechado no qual
encontrava apenas uma
barra. Esta barra, ao ser
pressionada por ele,
acionava um mecanismo
(camuflado) que lhe
permitia obter uma gotinha
de água, que chegava à caixa por meio de uma pequena haste.
Que resposta esperava-se do ratinho? — Que pressionasse a
barra. Como isso ocorreu pela primeira vez? — Por acaso. Durante a
exploração da caixa, o ratinho pressionou a barra acidentalmente, o que
lhe trouxe, pela primeira vez, uma gotinha de água, que, devido à sede,
fora rapidamente consumida. Por ter obtido água ao encostar na barra
quando sentia sede, constatou-se a alta probabilidade de que, estando
em situação semelhante, o ratinho a pressionasse novamente.
Neste caso de comportamento operante, o que propicia a
aprendizagem dos comportamentos é a ação do organismo sobre o meio
e o efeito dela resultante — a satisfação de alguma necessidade, ou
seja, a aprendizagem está na relação entre uma ação e seu efeito.
Este comportamento operante pode ser representado da seguinte
maneira: R —► S, em que R é a resposta (pressionar a barra) e S (do
inglês stimuli) o estímulo reforçador (a água), que tanto interessa ao
organismo; a flecha significa “levar a”.
Esse estímulo reforçador é chamado de reforço. O termo
“estímulo” foi mantido da relação R-S do comportamento respondente
para designar-lhe a responsabilidade pela ação, apesar de ela ocorrer
após a manifestação do comportamento. O comportamento operante
refere-se à interação sujeito-ambiente. Nessa interação, chama-se de
relação fundamental à relação entre a ação do indivíduo (a emissão da
resposta) e as conseqüências. É considerada fundamental porque o
organismo se comporta (emitindo esta ou [pg. 49] aquela resposta), sua
ação produz uma alteração ambiental (uma conseqüência) que, por sua
vez, retroage sobre o sujeito, alterando a probabilidade futura de
ocorrência. Assim, agimos ou operamos sobre o mundo em função das
conseqüências criadas pela nossa ação. As conseqüências da resposta
são as variáveis de controle mais relevantes.
Pense no aprendizado de um instrumento: nós o tocamos para
ouvir seu som harmonioso. Há outros exemplos: podemos dançar para
estar próximo do corpo do outro, mexer com uma garota para receber
seu olhar, abrir uma janela para entrar a luz etc.

REFORÇAMENTO

Chamamos de reforço a toda conseqüência que, seguindo uma
resposta, altera a probabilidade futura de ocorrência dessa resposta.
O reforço pode ser positivo ou negativo.
O reforço positivo é todo evento que aumenta a probabilidade
futura da resposta que o produz.
O reforço negativo é todo evento que aumenta a probabilidade
futura da resposta que o remove ou atenua.
Assim, poderíamos voltar à nossa “caixa de Skinner” que, no
experimento anterior, oferecia uma gota de água ao ratinho sempre que
encostasse na barra. Agora, ao ser colocado na caixa, ele recebe
choques do assoalho. Após várias tentativas de evitar os choques, o
ratinho chega à barra e, ao pressioná-la acidentalmente, os choques
cessam. Com isso, as respostas de pressão à barra tenderão a aumentar
de freqüência. Chama-se de reforçamento negativo ao processo de
fortalecimento dessa classe de respostas (pressão à barra), isto é, a
remoção de um estímulo aversivo controla a emissão da resposta. É
condicionamento por se tratar de aprendizagem, e também reforçamento,
porque um comportamento é apresentado e aumentado em sua
freqüência ao alcançar o efeito desejado.
O reforçamento positivo oferece alguma coisa ao organismo (gotas
de água com a pressão da barra, por exemplo); o negativo permite a
retirada de algo indesejável (os choques do último exemplo).
Não se pode, a priori, definir um evento como reforçador. A função
reforçadora de um evento ambiental qualquer só é definida por sua
função sobre o comportamento do indivíduo. [pg. 50]
Entretanto, alguns eventos tendem a ser reforçadores para toda
uma espécie, como, por exemplo, água, alimento e afeto. Esses são
denominados reforços primários. Os reforços secundários, ao
contrário, são aqueles que adquiriram a função quando pareados
temporalmente com os primários. Alguns destes reforçadores
secundários, quando emparelhados com muitos outros, tornam-se
reforçadores generalizados, como o dinheiro e a aprovação social.
No reforçamento negativo, dois processos importantes merecem
destaque: a esquiva e a fuga.
A esquiva é um processo no qual os estímulos aversivos
condicionados e incondicionados estão separados por um intervalo de
tempo apreciável, permitindo que o indivíduo execute um comportamento
que previna a ocorrência ou reduza a magnitude do segundo estímulo.
Você, com certeza, sabe que o raio (primeiro estímulo) precede à
trovoada (segundo estímulo), que o chiado precede ao estouro dos
rojões, que o som do “motorzinho” usado pelo dentista precede à dor no
dente. Estes estímulos são aversivos, mas os primeiros nos possibilitam
evitar ou reduzir a
magnitude dos
seguintes, ou seja,
tapamos os ouvidos
para evitar o estouro
dos trovões ou
desviamos o rosto da
broca usada pelo
dentista. Por que isso
acontece?
Quando os
estímulos ocorrem nessa ordem, o primeiro torna-se um reforçador
negativo condicionado (aprendido) e a ação que o reduz é reforçada pelo
condicionamento operante. As ocorrências passadas de reforçadores
negativos condicionados são responsáveis pela probabilidade da
resposta de esquiva.
No processo de esquiva, após o estímulo condicionado, o indivíduo
apresenta um comportamento que é reforçado pela necessidade de
reduzir ou evitar o segundo estímulo, que também é aversivo, ou seja,
após a visão do raio, o indivíduo manifesta um comportamento (tapar os
ouvidos), que é reforçado pela necessidade de reduzir o segundo
estímulo (o barulho do trovão) — igualmente aversivo. [pg. 51]
Outro processo semelhante é o de fuga. Neste caso, o
comportamento reforçado é aquele que termina com um estímulo
aversivo já em andamento.
A diferença é sutil. Se posso colocar as mãos nos ouvidos para
não escutar o estrondo do rojão, este comportamento é de esquiva, pois
estou evitando o segundo estímulo antes que ele aconteça. Mas, se os
rojões começam a pipocar e só depois apresento um comportamento
para evitar o barulho que incomoda, seja fechando a porta, seja indo
embora ou mesmo tapando os ouvidos, pode-se falar em fuga. Ambos
reduzem ou evitam os estímulos aversivos, mas em processos
diferentes. No caso da esquiva, há um estímulo condicionado que
antecede o estímulo incondicionado e me possibilita a emissão do
comportamento de esquiva. Uma esquiva bem-sucedida impede a
ocorrência do estímulo incondicionado. No caso da fuga, só há um
estímulo aversivo incondicionado que, quando apresentado, será evitado
pelo comportamento de fuga. Neste segundo caso, não se evita o
estímulo aversivo, mas se foge dele depois de iniciado.

EXTINÇÃO

Outros processos foram sendo formulados pela Análise
Experimental do Comportamento. Um deles é o da extinção.
A extinção é um procedimento no qual uma resposta deixa
abruptamente de ser reforçada. Como conseqüência, a resposta
diminuirá de freqüência e até mesmo poderá deixar de ser emitida. O
tempo necessário para que a resposta deixe de ser emitida dependerá
da história e do valor do reforço envolvido.
Assim, quando uma menina, que estávamos paquerando, deixa de
nos olhar e passa a nos ignorar, nossas “investidas” tenderão a
desaparecer.

PUNIÇÃO

A punição é outro procedimento importante que envolve a
conseqüenciação de uma resposta quando há apresentação de um
estímulo aversivo ou remoção de um reforçador positivo presente.
Os dados de pesquisas mostram que a supressão do
comportamento punido só é definitiva se a punição for extremamente
intensa, isto porque as razões que levaram à ação — que se pune — não
são alteradas cora a punição.
Punir ações leva à supressão temporária da resposta sem,
contudo, alterar a motivação. [pg. 52]
Por causa de resultados como estes, os behavioristas têm
debatido a validade do procedimento da punição como forma de reduzir a
freqüência de certas respostas. As práticas punitivas correntes na
Educação foram questionadas pelo Behaviorismo — obrigava-se o aluno
a ajoelhar-se no milho, a fazer inúmeras cópias de um mesmo texto, a
receber “reguadas”, a ficar isolado etc. Os behavioristas, respaldados por
crítica feita por Skinner e outros autores, propuseram a substituição
definitiva das práticas punitivas por procedimentos de instalação de
comportamentos desejáveis. Esse princípio pode ser aplicado no
cotidiano e em todos os espaços em que se trabalhe para instalar
comportamentos desejados. O trânsito é um excelente exemplo. Apesar
das punições aplicadas a motoristas e pedestres na maior parte das
infrações cometidas no trânsito, tais punições não os têm motivado a
adotar um comportamento considerado adequado para o trânsito. Em
vez de adotarem novos comportamentos, tornaram-se especialistas na
esquiva e na fuga.

CONTROLE DE ESTÍMULOS

Tem sido polêmica a discussão sobre a natureza ou a extensão do
controle que o ambiente exerce sobre nós, mas não há como negar que
há algum controle. Assumir a existência desse controle e estudá-la
permite maior entendimento dos meios pelos quais os estímulos agem.
Assim, quando a
freqüência ou a forma
da resposta é diferente
sob estímulos
diferentes, diz-se que o
comportamento está
sob o controle de
estímulos. Se o
motorista pára ou
acelera o ônibus no
cruzamento de ruas Discriminação de estímulos: resposta diferenciada ao verde ou
ao vermelho do semáforo.
onde há semáforo que ora está verde, ora vermelho, sabemos que o
comportamento de dirigir está sob o controle de estímulos.
Dois importantes processos devem ser apresentados:
discriminação e generalização. [pg. 53]

DISCRIMINAÇÃO

Diz-se que se desenvolveu uma discriminação de estímulos
quando uma resposta se mantém na presença de um estímulo, mas
sofre certo grau de extinção na presença de outro. Isto é, um estímulo
adquire a possibilidade de ser conhecido como discriminativo da situação
reforçadora. Sempre que ele for apresentado e a resposta emitida,
haverá reforço. Assim, nosso motorista de ônibus vai parar o veículo
quando o semáforo estiver vermelho, ou melhor, esperamos que, para
ele, o semáforo vermelho tenha se tornado um estímulo discriminativo
para a emissão do comportamento de parar.
Poderíamos refletir, também, sobre o aprendizado social. Por
exemplo: existem normas e regras de conduta para festas —
cumprimentar os presentes, ser gentil, procurar manter diálogo com as
pessoas, agradecer e elogiar a dona da casa etc. No entanto, as festas
podem ser diferentes: informais ou pomposas, dependendo de onde, de
como e de quem as organiza. Somos, então, capazes de discriminar
esses diferentes estímulos e de nos comportarmos de maneira diferente
em cada situação.

GENERALIZAÇÃO

Na generalização de estímulos, um estímulo adquire controle
sobre uma resposta devido ao reforço na presença de um estímulo
similar, mas diferente. Freqüentemente, a generalização depende de
elementos comuns a dois ou mais estímulos. Poderíamos aqui brincar
com as cores do semáforo: se fossem rosa e vermelho, correríamos o
risco dos motoristas acelerarem seus veículos no semáforo vermelho,
pois poderiam generalizar os estímulos. Mas isso não acontece com o
verde e com o vermelho, que são cores muito distintas e, além disso,
estão situadas em extremidades opostas do semáforo — o vermelho, na
superior, e o verde, na inferior, permitindo a discriminação dos estímulos.
Na generalização, portanto, respondemos de forma semelhante a
um conjunto de estímulos percebidos como semelhantes.
Esse princípio da generalização é fundamental quando pensamos
na aprendizagem escolar. Nós aprendemos na escola alguns conceitos
básicos, como fazer contas e escrever. Graças à generalização,
podemos transferir esses aprendizados para diferentes situações, como
dar ou receber troco, escrever uma carta para a namorada distante,
aplicar conceitos da Física para consertar aparelhos eletrodomésticos
etc.
Na vida cotidiana, também aprendemos a nos comportar em
diferentes situações sociais, dada a nossa capacidade de generalização
no aprendizado de regras e normas sociais. [pg. 54]

BEHAVIORISMO: SUA APLICAÇÃO

Uma área de aplicação dos conceitos apresentados tem sido a
Educação (veja capítulo 17). São conhecidos os métodos de ensino
programado, o controle e a organização das situações de aprendizagem,
bem como a elaboração de uma tecnologia de ensino.
Entretanto, outras áreas também têm recebido a contribuição das
técnicas e conceitos desenvolvidos pelo Behaviorismo, como a de
treinamento de empresas, a clínica psicológica, o trabalho educativo de
crianças excepcionais, a publicidade e outras mais. No Brasil, talvez a
área clínica seja, hoje, a que mais utiliza os conhecimentos do
Behaviorismo.
Na verdade, a Análise Experimental do Comportamento pode nos
auxiliar a descrever nossos comportamentosem qualquer situação,
ajudando-nos a modificá-los.

Gestalt
A PSICOLOGIA DA FORMA

A Psicologia da Gestalt é uma das tendências teóricas mais
coerentes e coesas da história da Psicologia. Seus articuladores
preocuparam-se em construir não só uma teoria consistente, mas
também uma base metodológica forte, que garantisse a consistência
teórica.
Gestalt é um termo alemão de difícil tradução. O termo mais
próximo em português seria forma ou configuração, que não é utilizado,
por não corresponder exatamente ao seu real significado em Psicologia.
Como já vimos no capítulo 2, no final do século passado muitos
estudiosos procuravam compreender o fenômeno psicológico em seus
aspectos naturais (principalmente no sentido da mensurabilidade). A
Psicofísica estava em voga.
Ernst Mach (1838-1916), físico, e Christian von Ehrenfels (1859-
1932), filósofo e psicólogo, desenvolviam uma psicofísica com estudos
sobre as sensações (o dado psicológico) de espaço-forma e tempo-forma
(o dado físico) e podem ser considerados como os mais diretos
antecessores da Psicologia da Gestalt.
Max Wertheimer (1880-1943), Wolfgang Köhler (1887-1967) e Kurt
Koffka (1886-1941), baseados nos estudos psicofísicos que relacionaram
a forma e sua percepção, construíram a base de uma teoria
eminentemente psicológica.
Eles iniciaram seus estudos pela percepção e sensação do
movimento. Os gestaltistas estavam preocupados em compreender quais
os processos psicológicos envolvidos na ilusão de ótica, quando o
estímulo físico é percebido pelo sujeito como uma forma diferente da
que ele tem na realidade. [pg. 59]
É o caso do cinema. Quem já viu uma fita cinematográfica sabe
que ela é composta de fotogramas estáticos. O movimento que vemos na
tela é uma ilusão de ótica causada pela pós-imagem retiniana (a imagem
demora um pouco para se “apagar” em nossa retina). Como as imagens
vão-se sobrepondo em nossa retina, temos a sensação de movimento.
Mas o que de fato está na tela é uma fotografia estática.

A PERCEPÇÃO

A percepção é o ponto de partida e também um dos temas centrais
dessa teoria. Os experimentos com a percepção levaram os teóricos da
Gestalt ao questionamento de um princípio implícito na teoria
behaviorista — que há relação de causa e efeito entre o estímulo e a
resposta — porque, para os gestaltistas, entre o estímulo que o meio
fornece e a resposta do indivíduo, encontra-se o processo de
percepção. O que o indivíduo percebe e como percebe são dados
importantes para a compreensão do comportamento humano.
O confronto Gestalt/Behaviorismo pode ser resumido na posição
que cada uma das teorias assume diante do objeto da Psicologia — o
comportamento, pois tanto a Gestalt quanto o Behaviorismo definem a
Psicologia como a ciência que estuda o comportamento.
O Behaviorismo, dentro de sua preocupação cora a objetividade,
estuda o comportamento através da relação estímulo-resposta,
procurando isolar o estímulo que corresponderia à resposta esperada e
desprezando os conteúdos de “consciência”, pela impossibilidade de
controlar cientificamente essas variáveis.
A Gestalt irá criticar essa abordagem, por considerar que o
comportamento, quando estudado de maneira isolada de um contexto
mais amplo, pode perder seu significado (o seu entendimento) para o
psicólogo.
Na visão dos gestaltistas, o comportamento deveria ser
estudado nos seus aspectos mais globais, levando em
consideração as condições que alteram a percepção do estímulo.
Para justificar essa postura, eles se baseavam na teoria do isomorfismo,
que supunha uma unidade no universo, onde a parte está sempre
relacionada ao todo.
Quando eu vejo uma parte de um objeto, ocorre uma tendência à
restauração do equilíbrio da forma, garantindo o entendimento do que
estou percebendo.
Esse fenômeno da percepção é norteado pela busca de
fechamento, simetria e regularidade dos pontos que compõem uma
figura (objeto).
Rudolf Arnheim dá um bom exemplo da tendência à restauração
do equilíbrio na relação parte-todo: “De que modo o sentido [pg. 60] da
visão se apodera da forma? Nenhuma pessoa dotada de um sistema
nervoso perfeito apreende a forma alinhavando os retalhos da cópia de
suas partes (...) o sentido normal da visão (...) apreende um padrão
global”1.
1 R Arnheim Arte e percepção visual: uma psicologia da visão criadora. p.44-7.
Nós percebemos a figura 1 como um quadrado, e não como uma
figura inclinada ou um perfil (figura 2), apesar de essas últimas também
conterem os quatro pontos. Se forem acrescentados mais quatro pontos
à figura 1, o padrão mudará, e perceberemos um círculo (figura 3). Na
figura 4 é possível ver círculos brancos ou quadrados no centro das
cruzes, mesmo não havendo vestígio dos seus contornos.

A BOA-FORMA
A Gestalt encontra nesses fenômenos da percepção as condições
para a compreensão do comportamento humano. A maneira como
percebemos um determinado estímulo irá desencadear nosso
comportamento. [pg. 61]
Muitas vezes, os nossos comportamentos guardam relação estreita
com os estímulos físicos, e outras, eles são completamente diferentes do
esperado porque “entendemos” o ambiente de uma maneira diferente da
sua realidade. Quantas vezes já nos aconteceu de cumprimentarmos a
distância uma pessoa conhecida e, ao chegarmos mais perto,
depararmos com um atônito desconhecido. Um “erro” de percepção nos
levou ao comportamento de cumprimentar o desconhecido. Ora, ocorre
que, no momento em que confundimos a pessoa, estávamos “de fato”
cumprimentando nosso amigo. Esta pequena confusão demonstra que a
nossa percepção do estímulo (a pessoa desconhecida) naquelas
condições ambientais dadas é mediatizada pela forma como
interpretamos o conteúdo percebido.
Se nos elementos
percebidos não há equilíbrio,
simetria, estabilidade e
simplicidade, não alcançaremos
a boa-forma.
O elemento que
objetivamos compreender deve ser apresentado em aspectos básicos,
que permitam a sua decodificação, ou seja, a percepção da boa-forma.
O exemplo da figura 5 ilustra a noção de boa-forma. Geralmente
percebemos o segmento de reta a maior que o segmento de reta b, mas,
na realidade, isso é uma ilusão de ótica, já que ambos são idênticos.
A maneira como se distribuem os elementos que compõem as
duas figuras não apresenta equilíbrio, simetria, estabilidade e
simplicidade suficientes para
garantir a boa-forma, isto é, para
superar a ilusão de ótica.
A tendência da nossa
percepção em buscar a boaforma
permitirá a relação figurafundo.
Quanto mais clara estiver
a forma (boa-forma), mais clara
será a separação entre a figura e
o fundo. Quando isso não ocorre,
torna-se difícil distinguir o que é
O que temos aqui? Uma taça ou dois perfis? A figura
ambígua não oferece uma clara distinção figurafundo.
figura e o que é fundo, como é o caso da figura 6. Nessa figura ambígua,
fundo e figura substituem-se, dependendo da percepção de quem os
olha. Faça o teste: é possível ver a taça e os perfis ao mesmo tempo?
[pg. 62]

MEIO GEOGRÁFICO
E MEIO COMPORTAMENTAL

O comportamento é determinado pela percepção do estímulo e,
portanto, estará submetido à lei da boa-forma. O conjunto de estímulos
determinantes do comportamento (lembre-se da visão global dos
gestaltistas) é denominado meio ou meio ambiental São conhecidos
dois tipos de meio: o geográfico e o comporta mental.
O meio geográfico é o meio enquanto tal, o meio físico em termos
objetivos. O meio comportamental é o meio resultante da interação do
indivíduo com o meio físico e implica a interpretação desse meio através
das forças que regem a percepção (equilíbrio, simetria, estabilidade e
simplicidade). No exemplo, a pessoa que cumprimentamos era um
desconhecido — esse deveria ser o dado percebido, se só tivéssemos
acesso ao meio geográfico. Ocorre que, no momento em que vimos a
pessoa, a situação (encontro casual no trânsito em movimento, por
exemplo) levou-nos a uma interpretação diferente da realidade, e
acabamos por confundi-la com uma pessoa conhecida. Esta particular
interpretação do meio, onde o que percebemos agora é uma “realidade”
subjetiva, particular, criada pela nossa mente, é o meio comportamental.
Naturalmente, o comportamento é desencadeado pela percepção do
meio comportamental.
Certamente, a semelhança entre as duas pessoas do exemplo (a
que vimos e a que conhecemos) foi a causa do engano. Nesse caso,
houve uma tendência a estabelecer a unidade das semelhanças entre as
duas pessoas, mais que as suas diferenças. Essa tendência a “juntar” os
elementos é o que a Gestalt denomina de força do campo psicológico.

CAMPO PSICOLÓGICO

O campo psicológico é entendido como um campo de força que
nos leva a procurar a boa-forma. Funciona figurativamente como um
campo eletromagnético criado por um ímã (a força de atração e
repulsão). Esse campo de força psicológico tem uma tendência que
garante a busca da melhor forma possível em situações que não estão
muito estruturadas. [pg. 63]
Esse processo ocorre de acordo com os seguintes princípios:
1. Proximidade — os elementos mais próximos tendem a ser
agrupados:
Vemos três colunas e não três linhas na figura.
2. Semelhança — os elementos semelhantes são agrupados:
Vemos três linhas e não quatro colunas.
3. Fechamento — ocorre uma tendência de completar os
elementos faltantes da figura para garantir sua compreensão:
Vemos um triângulo e não alguns traços.
INSIGHT
A Psicologia da Gestalt, diferentemente do associacionismo
(capítulo 2), vê a aprendizagem como a relação entre o todo e a parte,
onde o todo tem papel fundamental na compreensão do objeto
percebido, enquanto as teorias de S-R (Associacionismo, Behaviorismo)
acreditam que aprendemos estabelecendo relações — dos objetos mais
simples para os mais complexos.
Exemplificando, é possível a
uma criança de 3 anos, que não
sabe ler, distinguir a logomarca de
um refrigerante e nomeá-lo
corretamente. Ela separou a
palavra na sua totalidade, distinguindo a figura (palavra) e o fundo (figura
7). No caso, a criança não aprendeu [pg. 64] a ler a palavra juntando as
letras, como nos ensinaram, mas dando significação ao todo.
Nem sempre as situações vividas por nós apresentam-se de forma
tão clara que permita sua percepção imediata. Essas situações dificultam
o processo de aprendizagem, porque não permitem uma clara definição
da figura-fundo, impedindo a relação parte/todo.
Acontece, às vezes, de estarmos olhando para uma figura que não
tem sentido para nós e, de repente, sem que tenhamos feito nenhum
esforço especial para isso, a relação figura-fundo elucida-se.
A esse fenômeno a Gestalt dá o nome de insight. O termo designa
uma compreensão imediata, enquanto uma espécie de “entendimento
interno”.
A conhecida logomarca da Coca-Cola é destacada
do fundo pela criança, que identifica a figura como
se soubesse ler a palavra.

A TEORIA DE CAMPO DE KURT LEWIN

Kurt Lewin (1890-1947) trabalhou durante 10 anos com
Wertheimer, Koffka e Köhler na Universidade de Berlim, e dessa
colaboração cora os pioneiros da Gestalt nasceu a sua Teoria de
Campo. Entretanto não podemos considerar Lewin como um gestaltista,
já que ele acaba seguindo um outro rumo. Lewin parte da teoria da
Gestalt para construir um conhecimento novo e genuíno. Ele abandona a
preocupação psicofisiológica (limiares de percepção) da Gestalt, para
buscar na Física as bases metodológicas de sua psicologia.
O principal conceito de Lewin é o do espaço vital, que ele define
como “a totalidade dos fatos que determinam o comportamento do
indivíduo num certo momento”2. O que Lewin concebeu como campo
psicológico foi o espaço de vida considerado dinamicamente, onde se
levam em conta não somente o indivíduo e o meio, mas também a
totalidade dos fatos coexistentes e mutuamente interdependentes.
Segundo Garcia-Roza, o “campo não deve, porém, ser
compreendido como uma realidade física, mas sim fenomênica. Não são
apenas os fatos físicos que produzem efeitos sobre o comportamento. O
campo deve ser representado tal como ele existe para o indivíduo em
questão, num determinado momento, e não como ele é em si. Para a
constituição desse campo, as amizades, os objetivos conscientes e
inconscientes, os sonhos e os medos são tão essenciais como qualquer
ambiente físico”3. [pg. 65]
A realidade fenomênica em Lewin pode ser compreendida como
o meio comportamental da Gestalt, ou seja, a maneira particular como o
indivíduo interpreta uma determinada situação. Entretanto, para Lewin,
esse conceito não está se referindo apenas à percepção (enquanto
fenômeno psicofisiológico), mas também a características de
2 L. A. Garcia-Roza. Psicologia estrutural em Kurt Lewin. p. 45.
3 Kurt Lewin. Behaviour and development as a function of a total situation in Carmichael (ed.), Manual of
child psychology. Apud L. A. Garcia-Roza. Op. cit. p. 136.
personalidade do indivíduo, a componentes emocionais ligados ao grupo
e à própria situação vivida, assim como a situações passadas e que
estejam ligadas ao acontecimento, na forma em que são representadas
no espaço de vida atual do indivíduo.
Como exemplo de campo psicológico e espaço vital, contaremos
um breve encontro:
Um rapaz, ao chegar a sua casa, surpreende os pais num final de conversa e
escuta o seguinte: “Ele chegou, é melhor não falarmos disso agora”. Ele entende
que os pais conversavam sobre um problema muito sério, de que ele não deveria
tomar conhecimento. Resolve não fazer nenhum comentário sobre o assunto.
Dias depois, chegando novamente em casa, encontra seus pais na sala com dois
homens em ternos escuros. Imediatamente, associa esses homens ao final da
conversa escutada e entende que eles, de alguma forma, estariam relacionados
às preocupações dos pais.
Ocorre que a conversa referia-se a uma surpresa que os pais
preparavam para o seu aniversário, e os dois homens eram antigos
colegas de faculdade de seu pai, que aproveitavam a passagem pela
cidade para fazer uma visita ao colega que há tanto tempo não viam.
Nessa história, o campo psicológico é representado pelas “linhas
de força” (como no campo da eletromagnética), que “atraem” a
percepção e lhe dão significado. O rapaz interpretou a situação pelo seu
aspecto fenomênico e não pelo que ocorria de fato. A sua interpretação
ganhou consistência com a visita de duas pessoas que ele não conhecia
e, nesse sentido, as linhas de força estavam fazendo um corte no tempo.
Isso foi possível porque o rapaz havia memorizado a situação anterior e
a ela associado a seguinte. A partir da experiência anterior, a nova
ganhou significado. O espaço vital esteve representado pela situação
mais imediata, que determinou o comportamento. Foi o caso do rapaz
quando surpreendeu os pais conversando e procurou fingir que nada
havia escutado ou a surpresa ao encontrar aqueles homens na sua casa.
O entendimento desse espaço vital depende diretamente do campo
psicológico.
Como Lewin considerava que o comportamento deve ser visto em
sua totalidade, não demorou muito para chegar ao conceito de grupo.
Praticamente todos os momentos de nossas vidas se dão no interior de
grupos. Segundo Lewin, a característica essencialmente definidora do
grupo é a interdependência de seus membros. [pg. 66] Isto significa que
o grupo, para ele, não é a soma das características de seus membros,
mas algo novo, resultante dos processos que ali ocorrem. Assim, a
mudança de um membro no grupo pode alterar completamente a
dinâmica deste. Lewin deu muita ênfase ao pequeno grupo, por
considerar que a Psicologia ainda não possui instrumental suficiente para
o estudo de grandes massas.
Transportando a noção de campo psicológico para a Psicologia
social, Lewin criou o conceito de campo social, formado pelo grupo e
seu ambiente. Outra característica do grupo é o clima social, onde uma
liderança autocrática, democrática ou laissez-faire irá determinar o
desempenho do grupo (veja capítulo 15). Através de um minucioso
trabalho experimental, Lewin pesquisou a dinâmica grupal e foi, sem
dúvida alguma, um dos psicólogos que mais contribuições trouxeram
para a área da Psicologia, contribuições que estão presentes até hoje,
embasando as teorias e as técnicas de trabalho com os grupos.

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